segunda-feira, 19 de julho de 2010
A formiguinha
Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha. A formiga era pequena e a folha dervia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela. A formiga a carregava com sacrifício. Ora arrastava, ora tinha sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa. Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa. Foi quando pensei: "Até que enfim ela terminou seu empreendimento". Na verdade, havia apenas terminado uma etapa. A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então entrar sozinha. Foi aí que disse para mim mesma: "Coitada, tanto sacrifício para nada." Lembrei-me do ditado popular: "Nadou, nadou e morreu na praia". Mas a pequena formiga me surpreendeu. Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Elas pareciam alegres com a tarefa. Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido, dando lugar a pequenos pedaços e todos eles estavam dentro do buraco. Reflexão: Será que você seria persistente como a formiguinha ou desistiria?
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